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VAMOS DANÇAR?
MÚSICA: O SANFONEIRO
O baile lá na roça
Foi até o sol raiar
A casa estava cheia
Mal podia se andar!
Estava tão gostoso
Aquele reboliço
Mas é que o sanfoneiro
Só tocava isso!
De vez em quando alguém
Vinha pedindo pra mudar
O sanfoneiro ria
Querendo agradar!
Diabo é que a sanfona
Tinha qualquer enguiço!
Mas é que o sanfoneiro
Só tocava isso!
OS FESTEIROS E OS MILHÕES DE HERDEIROS
Embora o número de pessoas chamadas
João e Pedro esteja diminuindo, observan
do-se relações de candidatos aprovados
nos exames vestibulares, listas de empre
gados, relações as mais diversas, nota-se
a grande popularidade do nome Antonio,
sozinho ou em combinação com outros
(José Antonio, Antonio Roberto etc.), só
perdendo geralmente para José.
Antonio é também o nome que dá maior
número de apelidos familiares, os chama
dos hipocorísticos. São incontáveis em
nossas famílias apelidos como Tonho,
Tonio, Toninho, Tonico, Nico, Nino, An
toninho. Os outros dois santos de junho
são relativamente pobres em hipocorís
ticos (João - Janjão, às vezes Juca; Pe
dro - Pedroca, Doca), embora seja co
mum aparecerem na forma diminutiva
Joãozinho e Pedrinho.
Caruaru, Parintins: festas e reconhecimento
Não é preciso dizer que a partir do crescimento de
suas festas, Caruaru e Parintins viram suas bases
econômicas e culturais sofrerem grandes mudanças.
E nota-se que este desenvolvimento tem um ritmo
particular, sustentado pelos interesses turísticos e
econômicos, mas também pelo incentivo da popula
ção local, que participa ativamente, introduzindo inclu
sive novos elementos na festa. Pode-se portanto ob
servar ao menos uma conseqüência dos fatos que vi
mos aqui: a da introdução de novos valores no siste
ma da festa (estéticos, econômicos, de prestígio etc.)
que coloca em questão, para alguns, os valores comu
nitários e mais precisamente, a relação de seus me
mbros com as novas presenças nas festas, sejam elas
CONTINUE....
LEIA O RESTANTE !
a dos turistas, da mídia, das empresas interessadas
no consumo que a festa desperta ou outros. Assim, a
festa vai transformando inclusive o critério de “perten
cimento” que ela mesma proporcionava e que consti
tuía uma de suas forças principais. As festas eram das
famílias, dos parentes que chegavam, que se uniam ao
redor das fogueiras ou dos bois para compartilhar as
comidas típicas e os valores em relevo no período da
festa. A leitura das festas era feita principalmente refe
rindo-se a um contexto local, familiar, original, da qual
ela retirava seu sentido. Atualmente todo este universo
vem sendo ressignificado e embora alguns lamentem
a “invasão”, outros vêem nela um elemento positivo,
que permite a inserção das comunidades locais no con
texto nacional da qual se consideravam distanciadas.
AS FESTAS E OS BACAMARTEIROS
Os Bacamarteiros são outra atração dos festejos
juninos. Com os seus “poderosos” bacamartes
eles atiram para festejar o Santo Antônio casa
menteiro, o nascimento de São João Batista e
São Pedro. Por ter em suas origens raízes milita
ristas, os Bacamarteiros se apresentam divididos
em "batalhões", sob as ordens de um "comandan
te", e vestidos com roupas iguais de “azuarte” (es
pécie de brim, azul índigo, parecido com jeans). O
harmônico de oito baixos, o triângulo, a zabumba
de couro curtido e os pífaros animam as apresen
tações dos batalhões de Bacamarteiros (Carnei
ro, 1974; Souto Maior & Valente, 1988 e outros).
A tradição dos Bacamarteiros é centenária e pas
sa de pai para filho. É tão importante e tão levada
a sério que, quando o pai morre e não há filhos ho
mens na família, é a filha ou esposa quem toma seu
lugar no batalhão, mantendo o costume. Os baca
martes são, em sua maior parte copiados de mode
los de antigas granadeiras usadas pelas tropas ser
tanejas que lutaram na Guerra do Paraguai.
Os balões

A saciedade “Amigos do Balão” nasceu em
1998 para defender a presença do ‘balão juni
no’ nessas festividades. O padre jesuíta
Bartolomeu de Gusmão e o inventor Alberto
Santos são figuras ilustres entre os brasilei
ros por soltarem balões por ocasião das fes
tas juninas po
SIGA.....
CONTINUE......
dem provocar ao caírem em urna floresta, refinaria de petróleo, casas ou fábricas. Es sa brincadeira virou crime em 1965, segun do o artigo 26 do Código Florestal.
está no artigo 28 da lei das Contravenções
penais, de 1941. O infrator pode ir para a
cadeia. Não obstante, essa prática vem re
SIGA......
CONTINUE.....
sistindo às proibições das autoridades. Ge
ralmente, os balões trazem inscrições de
louvores aos santos de devoção dos fiéis,
como por exemplo, “VIVA SÃO JOÃO!! !“,
ou a outro santo qualquer comemorado nes
sas épocas.
SIGA....
CONTINUE....
Todos os cultos das festas juninas estão re
lacionados com a sorte. Por isso os devo
tos acreditam que ao soltar balão e ele su
bir sem nenhum problema, os desejos serão
atendidos, caso contrário (se o balão não al
cançar as alturas) é um sinal de azar.
A tradição também diz que os balões levam
os pedidos dos homens até São João. Mas
tudo isso não passa de crendices populares.
Uma Suposta Origem
das Festividades juninas,
julinas, agostinas
Para as crianças católicas, a explicação
para tais festividades é tirada da Bíblia
com acréscimos mitológicos. Os católi
cos descrevem o seguinte:
“Nossa Senhora e Santa Isabel eram
muito amigas. Por esse motivo, costu
mavam visitar-se com freqüência, afi
nal de contas amigos de verdade cos
tumam conversar bastante. Um dia,
Santa Isabel foi à casa de Nossa Se
nhora para contar uma novidade: esta
va esperando um bebê ao qual daria
o nome de João Batista. Ela estava
muito feliz por isso! Mas naquele tem
po, sem muitas opções de comunica
ção, Nossa Senhora queria saber de
que forma seria informada sobre o
Continue....
nascimento do pequeno João Batis
ta. Não havia correio, telefone, muito
menos Intemet. Assim, Santa Isabel
combinou que acenderia uma foguei
ra bem grande que pudesse ser vista
à distância. Combinou com Nossa Se
nhora que mandaria erguer um grande
mastro com uma boneca sobre ele. O
tempo passou e, do jeitinho que com
binaram, Santa Isabel fez. Lá de lon
ge Nossa Senhora avistou o sinal de
fumaça, logo depois viu a fogueira. Ela
sorriu e compreendeu a mensagem.
Continue....
Mais..
Foi visitar a amiga e a encontrou com
um belo bebê nos braços, era dia 24
de junho. Começou, então, a ser fes
tejado São João com mastro, fogueira
e outras coisas bonitas, como fogue
tes, danças e muito mais!”.
Como podemos ver, a forma como é
descrita a origem das festas juninas é
extremamente pueril, justamente para
que alcance as crianças.
As comemorações do dia de São João
Batista, realizadas em 24 de junho, de
ram origem ao ciclo festivo conhecido
como festas juninas. Cada dia do ano
é dedicado a um dos santos canoniza
dos pela Igreja Católica. Como o núme
ro de santos é maior do que o núme
ro de dias do ano, criou-se então o dia
de “Todos os Santos”, comemorado
em 1 de novembro. Mas alguns santos
são mais reverenciados do que outros.
FESTAS JULINAS
Nessa época, muitas festas animam as co
munidades espalhadas pelo Brasil. Os gaú
chos costumam realizar a primorosa dança
das fitas. No norte do país, o boi-bumbá
exibe o capricho com que o povo da região
preserva sua tradição. Já em muitas cida
des do Centro-Oeste são apreciadas as dan
ças do cururu acompanhadas por viola e rit
madas pelo sapateado e pelo canto cheio
de rimas dos dançarinos. Na região Sudes
te, o que mais se vê são as barraquinhas
de quermesse que promovem sorteio de
prendas e que vendem, além de algumas
comidas típicas da época do Brasil agríco
la - milho cozido, pinhão cozido, cuscuz ,
bolo de fubá -, iguarias que se populari
zaram no país com a chegada dos imigran
tes europeus, como quibe, esfiha e pizza.
No Nordeste, os participantes de uma fes
ta junina podem saborear doces brasilei
ros como o bolo de mandioca e tomar par
te do popular forró que, com suas músicas
alegres e contagiantes, faz todo mundo
dançar.
Atualmente, festas famosas atraem mui
tos turistas, como as de Caruaru, em Per
nambuco; de Fortaleza, no Ceará; de Cam
pina Grande, na Paraíba; e do Sesc Itaque
ra, em São Paulo.
NÃO PARE DE DANÇAR !

O SHOW NÃO PODE PARAR !