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Lay Dininha



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Créditos
VÉSPERA DE SÃO JOÃO: VEJA QUE
HISTÓRIA INTERESSANTE , E DEPOIS...
CAIA NA FOLIA !
Uma história do princípio do mundo.
Um dia, Nossa Senhora, que trazia o Nosso Senhor
Jesus Cristo, foi visitar a sua prima Santa Isabel,
que também trazia em seu bendito seio a S. João
Batista. Apenas as duas sagradas primas se avis
taram, o divino Batista, que não tardava a nascer,
se ajoelhara em adoração a Jesus.
Santa Isabel, que isto sentira, não tardou em comu
nicar o milagre à Virgem, que, exultando, perguntou
-lhe: "Que sinal me dareis, quando nascer vosso fi
lho?" - "Mandarei plantar nesta montanha um mas
tro com uma boneca e acender em torno uma ran
de fogueira", respondeu-lhe.
SEGUE ABAIXO ...
CONTINUE....
E de feito: na véspera de S. João, a Mãe de Deus,
vendo de sua morada uma fumacinha, labaredas e
o mastro, partiu, indo visitar Santa Isabel.
Desde então - concluiu a boa velha - é que se fes
teja o santo com mastros e fogueiras
- Oh!... Que história tão bonita"... interrompeu um
dos ouvintes.
- Já agora, escutem outra, meus filhinhos; tem o
memo motivo e é da mesma data: é do tempo em
que nem eu nem vocês sonhávamos de nascer, e
que a tera estava toda coberta de água.
- Conte, vovó, conte! Tão bonito!
E a velhinha, alisando os cachos de cabelos brancos,
deixando pender os braços sobre as pernas cruza
das, sorveu um pequeno ronco, abriu a boca desden
tada, prosseguindo:
- É o resto da história.
Anos depois, quando Santa Isabel cantava, ninando o
seu bendito filho, este lhe perguntou: - "Minha mãe,
quando é o meu dia?". - "Dorme, meu filhinho, dorme;
logo que ele for, eu te direi". E S. João dormiu.
Acordando, porém, na noite de S. Pedro, e ouvindo os
foguetes e vendo fogueiras acesas, insistiu: - "Minha
mãe, quando é o meu dia:" - "O teu dia já passou",
acudiu-lhe ela. - "Ora, minha mãe, por que não me dis
se, que eu queria ir brincar na terra?"
- Sim, por que não disse - retorquiram pesarosos os
meninos.
- Santa Isabel teve razão, meus netinhos; se São Jo
ão descesse do céu, o mundo se arrasaria em fogo!
Estas tradicionais histórias eram correntes em toda a
parte, dando-lhe inteiro crédito gerações que se fo
ram e gerações que ainda existem.
VEM DANÇAR ;VOCÊ ESCOLHE O RITMO !
Trajes usados nas danças
No fim do século XIX as damas que dançavam
a quadrilha usavam vestidos até os pés,
sem muita roda, no estilo blusão, com gola
alta, cintura marcada, mangas "presunto" (co
mo são?) e botinas de salto abotoadas do la
do. Os cavalheiros vestiam paletó até o joelho,
com três botões, colete, calças estreitas, cami
sa de colarinho duro, gravata de laço e botinas.
Hoje em dia, na tradição rural brasileira, o
vestuário típico das festas juninas não difere
do de outras festas: homens e mulheres
usam suas melhores roupas. Nos centros ur
banos, há uma interpretação do vestuário
caipira ou sertanejo baseada no hábito de
confeccionar roupas femininas com tecido de
chita florido e as masculinas com tecidos de
algodão listrados e escuros. Assim, as roupas
usadas para dançar a quadrilha variam confor
me as características culturais de cada região
do país.
ros, camisa de estampa xadrez, com imita
ção de remendos na calça e na camisa, cha
péu de palha, talvez um lenço no pescoço
e botas de cano; as damas geralmente usam
vestidos com estampas florais, de cores for
tes, com babados e rendas, mangas bufantes
e laçarotes no cabelo ou chapéu de palha.
PRA DANÇAR !
Bumba-meu-boi
Dança dramática presente em várias festivida
des, como o Natal e as festas juninas, o
bumba-meu-boi tem características diferentes
e recebe inclusive denominações distintas
de acordo com a localidade em que é apre
sentado: no Piauí e no Maranhão, chama-se
bumba-meu-boi; na Amazônia, boi-bumbá;
em Santa Catarina, boi-de-mamão; no Recife,
é o boi-calemba e no Estado do Rio de Janei
ro, folguedo-do-boi.
O enredo da dança é o seguinte: uma mulher
chamada Mãe Catirina, que está grávida, sen
te vontade de comer língua de boi. O marido,
Pai Francisco, resolve atender ao desejo da
mulher e mata o primeiro boi que encontra.
Logo depois, o dono do boi, que era o pa
trão de Pai Francisco, aparece e fica muito
zangado ao ver o animal morto. Para con
sertar a situação, surge um curandeiro, que
consegue ressuscitar o boi. Nesse momento,
todos se alegram e começam a brincar.
Os participantes do bumba-meu-boi dançam
e tocam instrumentos enquanto as pessoas
que assistem se divertem quando o boi ame
aça correr atrás de alguém. O boi do espetá
culo é feito de papelão ou madeira e recober
to por um pano colorido. Dentro da carcaça,
alguém faz os movimentos do boi.
CONHEÇA ESSA DANÇA !
Lundu (lundum/londu/landu)
De origem africana, o lundu foi trazido para
o Brasil pelos escravos vindos principalmen
te de Angola. Nessa dança, homens e mulhe
res, apesar de formar pares, dançam soltos.
A mulher dança no lugar e tenta seduzir com
seus encantos o parceiro. A princípio ela
demonstra certa indiferença, mas, no desen
rolar da dança, passa a mostrar interesse pe
lo rapaz, que a seduz e a envolve. Nesse mo
mento, os movimentos são mais rápidos e re
velam a paixão que passa a existir entre os
dançarinos. Logo o cavalheiro passa a provo
car outra dama e o lundu recomeça com a mes
ma vivacidade.
O lundu é executado com o estalar dos de
dos dos dançarinos, castanholas e sapatea
do, além do canto acompanhado por guitar
ras e violões. Em geral a música é executada
como compasso binário, com certo predomí
nio de sons rebatidos.
estados do Norte (como parte da quadrilha
tradicional e independente desta), Nordeste
e Sudeste do Brasil
DANCE
Dança rural do Sul do país, o cateretê foi intro
duzido pelos jesuítas nas comemorações em
homenagem a Santa Cruz, São Gonçalo, Es
pírito Santo, São João e Nossa Senhora da
Conceição. É uma dança bastante difundida
nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e
Minas Gerais e também está presente nas fes
tas católicas do Pará, Mato-Grosso e Amazonas.
Nas zonas litorâneas, geralmente é dançado
com tamancos de madeira dura. No interior des
ses estados, os dançarinos dançam descalços
ou usam esporas nos sapatos. Em algumas ci
dades o cateretê é conhecido como catira.
Em geral, o cateretê é dançado apenas por
homens, porém em alguns estados, como
Minas Gerais, as mulheres também participam
da dança. Os dançarinos formam duas filei
ras, com acompanhamento de viola, cantos, sa
pateado e palmas. Os saltos e a formação em
círculo aparecem rapidamente. Os dançarinos
não cantam, apenas batem os pés e as mãos
e acompanham a evolução. As melodias são
cantadas por dois violeiros, o mestre, que can
ta a primeira voz, e o contramestre, que faz a se
gunda.
FORRÓ: TEM QUE DANÇAR AGARRADINHO
O ritmo nordestino ganha o coração dos per
nambucanos e dos visitantes nas festas de
São João. Seja para ouvir ou para dançar, o
som do forró embala a todos e agita os sa
lões pela madrugada adentro. Haja Folêgo!
Saber um pouco mais de suas origens e seus
principais incentivadores é um bom começo
para entender o seu poder de sedução. O
próximo passo é cair na dança. Existem lu
gares na cidade que adotaram o ritmo e vêm
atraindo muitos adeptos.
Para quem ainda não domina os passos, vá
rias academias estão oferecendo cursos in
tensivos que prometem deixar qualquer per
na-de-pau parecendo um forrozeiro profis
sional. Fique por dentro do ritmo, porque as
festas estão apenas começando!
DIVIRTA-SE MAIS !
CAPELINHA DE MELÃO
Capelinha de Melão
É de São João
É de cravo, é de rosa
É de manjericão
===
Apanhei rosas pelos caminhos
As mensageiras do meu amor
Tu me fizeste com os seus espinhos
Uma coroa de dor
===
Mandei-te cravos, tu não ligaste
E nem lhes deste nenhum valor
Com duros cravos tu me pregaste
Na cruz do teu falso amor
MASTROS, BANDEIRINHAS
E SÍMBOLOS LITÚRGICOS
A origem provável do mastro está ligada à remi
niscência dos cultos agrários em cerimônias de
agradecimentos à fecundação das sementes.
Sua caracterização, quanto à altura está relacio
nada com a fé. Quanto maior a altura, mais sim
boliza a grandeza da devoção do povo. Deve ser
o mais perfeito e reto possível, traduzindo a cor
reção dos princípios religiosos do “festeiro” e do
“Capitão do Mastro”. Quanto à cor, poderá ter o
tom natural, porém sem casca. Quando pintada,
caiada de “branco” ou em cores geralmente em
duas tonalidades, dispostos em listras (barras)
horizontais. Alguns atendem para as cores simbó
licas de cada Santo, estabelecidas pela liturgia da
Igreja, ou seja, as normas religiosas.
Antigamente, usavam enfeitar ao longo do mas
tro com folhas verdes, espigas de milho, frutas e,
em especial, laranjas e bergamotas, que, de acor
do com a crendice popular, ficavam mais doce de
pois da noite de São Pedro.
BANDEIRINHAS
Com referência as bandeirinhas, devem ser de te
cido liso, bordada com aplicações ou pintada com
símbolos da liturgia católica ou com mensagens re
ligiosas. As bandeirinhas são colocadas num qua
drilátero de madeira ou metal, dando-se preferên
cia à forma que permite girá – las ao redor do mas
tro.
SÍMBOLOS LITÚRGICOS
Os símbolos litúrgicos aparecem nas bandeirinhas.
As chaves do céu ou o peixe são símbolos litúrgi
cos ligado a São Pedro.
A flor do lírio ou o desenho de um coração é o sím
bolo litúrgico ligado a Santo Antônio.
A presença da concha com que lembra o batismo
de São João Batista, ou ainda uma cruz envolta por
uma banda branca com os dizeres: “Eis o cordeiro
de Deus”, ou ainda a figura de um cordeirinho.
Acendimento das fogueiras
As fogueiras são habituais nas festas juninas,
mas cada uma delas tem características especi
ais. “O fogo é purificador e a chama é o símbolo
da ascensão da prece ou da própria alma no céu.
No meio urbano, as fogueiras são armadas em ter
renos baldios, em combinação com os vizinhos de
determinados quarteirões ou com os moradores
de um bairro, juntamente com o Corpo de Bombei
ros, Brigada Militar. As fogueiras são armadas e
acesas como parte integrante da programação
das Festas Juninas promovidas pelas diversas ins
tituições
As tradicionais fogueiras
O mestre folclorista brasileiro Renato Almeida,
em sua obra Manual de Coleta Folclórica, assim
se expressa: “O fogo é purificador e a chama
símbolo da ascensão da prece ou da própria al
ma ao céu. Daí sua importância nos cultos, parti
cularmente no católico com toda a simblica das
velas, das lamparinas e das tochas. O fogo é aben
çoado nas cerimônias pascais. É protetor mágico,
pois tem o poder de afastar monstros noturno, pe
lo que selvagens e primitivos caminham de noite
com tições em chama. É propiciatório e os festivais
ígneos são dos mais velhos costumes da humanida
de, onde muitas vezes se sacrificam homens e ani
mais no fogo.”
...”O fogo se associa aos ritos agrários, em nume
rosas cerimônias relativas à fecundação, não só
no reino vegetal, como no animal. As fogueiras,
por exemplo, foram feitas como fertilizantes dos
campos, onde tições eram plantados ou levados
processionalmente. As nossas de São João e de
outros Santos representam a cristianização dos
ritos”.
O fogo acompanha a vida do ser desde os primór
dios da humanidade e está relacionado, entre ou
tros, com um sentido mágico, pois é uma das po
derosas forças do universo. Sendo o fogo elemen
to tão importante na vida do homem, consegue-
se compreender o quanto as crianças e adultos
sentem-se atraídos pelas fogueiras acesas no Ci
clo Junino.
A fogueira era uma maneira de certos povos do
hemisfério Norte comemorarem a chegada da
época das colheitas e o dia 24 de junho coincidia
com o solstício do verão. Segundo alguns: “para
eles a fogueira representava a fixação e a con
servação da força do sol, um espantalho para as
calamidades e os demônios”.
A brincadeira de “pular a fogueira” faz parte da
tradição, sendo considerada um gesto, que traz
sorte, principalmente no amor. Outro aspecto tra
dicional é caminhar descalço sobre as brasas. É
um agrado ao santo, que não deixa os pés dos
seus devotos queimados. Mas os devotos avisam:
a fogueira não pode ser de pneu, tem que ser de
lenha, madeira comum e só deve caminhar sobre
as brasas quem tiver fé no Santo. A fogueira cen
traliza a festa, mesmo depois de extinta, os namo
rados, de mãos dadas, ainda pulam por cima de
suas brasas.
O festeiro escolhido para comandar os festejos
de qualquer um dos santos de junho, deve esco
lher um bom Capitão do Mastro e um bom Alfe
res da Bandeira, os quais organizarão a foguei
ra, tratarão da implantação do Mastro para a
Bandeira e mandarão confeccionar (onde não
existir) a própria Bandeira. É adequado, tam
bém fincar-se um pau-de-sebo no local da fes
ta, para diversão da piazada.
CRENDICES DE SÃO JOÃO
“provas”, que, na maioria das vezes, versam
sobre o namoro e o casamento, podendo tam
bém dar pistas sobre viagens e mortes. Cita
mos algumas:
1-Água na boca: encher a boca de água e colo
car-se atrás da porta da rua. O primeiro nome
que for ouvido, indica ser o(a) futuro(a) pre
tendente.
2-Dentes de alho: plantar três dentes de alho,
cada um com o nome de um(a) pretendente. O
primeiro que brotar indicará o nome do futuro
marido ou esposa.
3-Faca na bananeira: enterrar uma faca nova
no tronco de uma bananeira. Antes de apare
cer o sol, retirar a faca e verificar a escrita da
inicial do(a) pretendente ou um desenho sig
nificativo.
4-Aliança no fio: colocar água até a metade de
um copo. Contar as batidas dadas pela aliança
e suspendê-la sobre o copo. Contar as batidas
dadas pela aliança nas paredes do copo. Elas
indicarão quanto tempo falta para o casamento.
5-Rolinhos na água: escrever o nome dos(as)
pretendentes em pequenos papeizinhos, enrolan
do-os e deixando um em branco. Colocar os roli
nhos numa bacia com água. Pela manhã, verific
ar qual deles está desenrolado. O nome ali escri
to é o do(a) futuro(a) pretendente, se for o em
branco, não vai haver casamento.
6-Feijão indicador de riqueza: colocar três grãos
de feijão embaixo do travesseiro. Um descasca
do, outro descascado pela metade e outro com
casca. Pela manhã, pegar um sem olhar. Se for
com casca, o(a) noivo(a) será rico; metade des
cascado, será meio remediado e se for descasc
ado, será pobre.
7-Tição: retirar da fogueira antes do sol sair e
guardar, pois se torna bento. Acendê-lo em dia
de tormenta.
8-Vela: deixá-la no sereno, na noite de São Jo
ão. Adquire poderes santificados.
9-Cacimba: ir à frente, enxergar-se na água e
depois lavar o rosto, antes do sol nascer. Traz
boa saúde.
10-Fogueira: passar descalço por cima das bra
sas. Se não queimar os pés é porque não tem
pecado, tem alma limpa.
11-Água: colher água no arroio ou cacimba an
tes do sol sair e quando cantar o primeiro galo.
Serve para benzer os cantos da casa por ocasi
ão de tempestade e livrar o gado da peste.
12-Pega-se um pedaço de papel e pinga-se tin
ta no centro, logo após dobra-se em quatro par
tes. A meia-noite abre-se e o desenho formado
indicará o futuro da pessoa, tal como viagem,
casamento, morte, etc.
13-Colocam-se, em um prato de sopa com água,
duas agulhas virgens. Faz-se um pedido e aguar
da-se. Se as agulhas se juntarem, a resposta é
afirmativa, se ficarem afastadas é negativa.
São João
É a festa junina mais popular no Estado, com
os gaúchos acendendo fogueiras em incontá
veis municípios. São João é o santo mais feste
jado socialmente no Rio Grande do Sul e em
todo o Brasil, também é considerado o santo
protetor / padroeiro das mulheres grávidas.
É comemorado no dia 24 de junho, com fo
gueiras acesas em todos os rincões para re
cordar o seu nascimento. São João Batista
era primo de Jesus Cristo. Segundo a crença
popular, era um pregador intolerante e áspe
ro. No entanto, São João é cultuado pelo po
vo como um santo amável, alegre e festeiro.
Conta a lenda que “Santa Izabel, mãe de São
João era prima da Virgem Maria. São João
não havia nascido ainda, mas era esperado.
Ora, Santa Isabel prometeu à Virgem avisá-
la logo que criança nascesse. As duas casas
não eram muito distantes, de modo que de
uma se avistava a outra, com um pouco de
esforço.
Numa noite bonita, de céu estrelado, São João
veio ao mundo. Para avisar a Virgem, Santa
Isabel mandou erguer, na porta de sua casa,
um mastro e acendeu uma fogueira que o ilu
minava. Era o aviso combinado.
A Virgem Maria correu logo a visitar a prima.
Levou-lhe de presente uma capelinha, um fei
xe de folhas secas e folhas perfumadas para
a caminha do recém –nascido”.
(lenda sem fundamentação da Bíblia católica)
E desde essa época, São João é festejado
com mastro, fogueira e capelinha, que lem
bram o seu nascimento.
A roupa adequada para essa ocasião é a “gau
chesca de festa”. A comida é galinha frita, as
sada ou com arroz, batata-doce, pinhão, pre
parado de vária maneiras, o amendoim, a pi
poca, a cangica, os doces campeiros. Assar
churrasco, ainda nas brasas da fogueira, se
ria um desrespeito ao santo. Bebe-se cacha
ça, quentão, jacuba ou capilé.
MAIS SIMPATIAS; APROVEITE RSRS
Simpatia para saber quem será seu
próximo amor
Na noite do dia do santo, reserve um pouquinho de ca
da coisa que comeu no jantar e faça um prato para S.
Pedro. Antes de dormir, prepare a mesa, colocando to
alha branca, talheres e arrume tudo bem bonito. Preste
atenção nos seus sonhos: seu futuro amado aparecerá
neles!(entre no peso e conquiste um novo amor).
Simpatia para saber se vai entrar dinheiro
de louro e passe 7 vezes pela chama de uma vela.
Depois, jogue-o sobre o telhado (ou em uma par
te do prédio ao ar livre onde você possa encontrá
-lo no dia seguinte). Se 24 horas depois ele ainda
estiver verde, sinal de dinheiro para este ano. Mas
se estiver escuro ou retorcido, cuidado! Dificulda
des financeiras à vista.
Simpatia para mudar para uma
casa nova
No dia do santo, durma com uma chave sob o traves
seiro, embrulhada em tecido branco. Na hora de em
brulhar a chave, visualize com detalhes a casa que
quer encontrar. Enquanto você dorme, S. Pedro pro
cura a casa dos seus sonhos e a coloca em seu cami
nho.
|
SUPERSTIÇÕES E SIMPATIAS
circulam entre os velhos e moços é quase impos
sível registrar o como, o onde e o porquê, mas os
velhos ditados populares, como reza a tradição
oral, passa de geração a geração e dentre elas, lem
bramos algumas que também revelam o lado brin
calhão e crente do homem nordestino. |
...quem brinca com fogo mija na cama.
... quem queima os cabelos fica doido.
... quem apaga o fogo com água perde a sorte.
... o casal que pular a fogueira casará este ano.
brincadeira, no clima da festa e ainda há quem se
quer ouviu falar dessas crendices, mas a memória
coletiva do povo registrou e hoje temos uma varie
dade de adivinhações e sortes, como pesquisou
Leny de Amorim e Silva.
Para arrumar um bom casamento
Embrulhe 16 folhas de laranjeiras com um pedaço
de papel escrito com o seu nome e guarde debaixo
do colchão por 16 dias seguidos. Depois separe oit
o folhas e deposite aos pés de Santo Antônio numa
igreja. Com as oito folhas restantes faça uma espé
cie de chá, adicione mel e perfume verbena, e tome
um banho do pescoço para baixo. Mas não jogue fo
ra essas folhas. Elas devem ser colocadas nos pés
de Santo Antônio no momento em que estiver sen
do realizado um casamento. É importante que você
faça com muita fé.
Oração das moças
Ao levantar:
Dai-me um marido , Senhor!
De mim tendes piedade!
Bem sabeis meu Deus, que o peço
Com muita necessidade!
Ao deitar:
Toda noite me pertubas
o meu sono, amor ladino!
Vens visitar-me travesso...
Mas por que és tão pequenino?
QUADRILHA: ORIGEM
Originária das velhas danças populares das áreas
rurais da Normandia e da Inglaterra, a quadrilha
chega ao Brasil através dos mestres franceses
Milliet e Cavalier, como uma das danças de sa
lão preferidas pela nobreza do século XVIII e XIX.
O pesquisador Lula Gonzaga diz textualmente
que a quadrilha "tornou-se uma das mais anima
das danças de salão da Europa, nos Estados Un
idos e no Brasil durante o século XIX. Esta dança
palaciana teve gosto na França no século XVIII,
sendo muito popular na era napoleônica. Foi re
gistrada na Inglaterra em 1815 e em Berlim em
1820. A data desta manifestação no Brasil foi pos
sivelmente em 1820, quando sua presença era
notada em festas palacianas em várias comemo
rações e até no carnaval.
No Brasil, os grupos da elite imperial, que procu
ravam acompanhar o gosto europeu em termos
de moda, leitura, danças, e até comida, trouxeram
o costume daquele continente no início do sécu
lo XIX."
Esses costumes popularizaram-se de tal forma e
em toda a parte, que perderam um pouco de sua
pose aristocrática, saindo dos salões palacianos
para ruas e clubes populares.
OS ANFITRIÕES DAS FESTAS JUNINAS :
SANTO ANTÔNIO (13-06)
Além de casamenteiro, Santo Antônio é invo
cado para achar coisas perdidas. É uma prá
tica comum, no dia em sua homenagem, os
jovens fazerem simpatias e "adivinhações"
para conquistar alguém ou descobrir quan
do irá se casar.
O padroeiro dos namorados era português,
de uma família tradicional de Lisboa e foi or
denado sacerdote aos 23 anos. Seu nome
verdadeiro era Fernando de Bulhões e se
tornou Antônio quando ingressou na Ordem
de São Francisco de Assis. Começou a fazer
os primeiros milagres na África, onde foi pre
gar o evangelho. Morreu em Pádua, na Itália,
em 13 de junho de 1231.
Essa é a razão da escolha do dia em sua ho
menagem. O local de sua morte tornou-se
seu sobrenome, ficando então conhecido co
mo Santo Antônio de Pádua.
SÃO JOÃO ( 24-06)
homenagem a São João. A fogueira, por exem
plo, lembra o anúncio do nascimento de João
Batista, filho de Isabel e primo de Jesus, à Vir
gem Maria. Como era noite e Isabel morava
em uma colina, esta foi a forma encontrada
para o aviso.
Por este motivo, nas noites de junho são
montadas fogueiras como forma de celebra
ção. Para a Igreja Católica, o acontecimen
to significa algo mais, o de preparar a vinda
de Jesus. No sertão, o batismo de João tam
bém é lembrado com banhos à meia-noite
no rio mais próximo.
SÃO PEDRO ( 29-06)
Este pescador tornou-se apóstolo e acompa
nhou todos os atos da vida de Jesus. O tra
balho exercido antes de seguir o messias fez
com que fosse considerado o santo dos pes
cadores. Ele é "O porteiro do céu".
A tradição popular interpreta uma passa
gem bíblica, em que Jesus Cristo diz: "Eu te
darei a chave do reino dos céus. A quem
abrires será aberta. A quem fechares será
fechada".
Assim como Santo Antônio, o dia em sua ho
menagem é o mesmo de sua morte, que
aconteceu em Roma, em 64 d.C. Acredita-se
que tenha sido viúvo, um dos motivos para
a devoção das viúvas ao santo. Também é
costume acender fogueiras e realizar procis
sões em sua homenagem no dia 29 de junho.
Ritmos e danças típicas das festas juninas.
FOGUEIRAS: HÁ DUAS HISTÓRIAS
SOBRE ESSE TEMA. CONFIRA !
Fogueira, duas histórias - Para as fogueiras
que são acesas nas festas juninas, existem
duas explicações, a lendária e a histórica, am
bas mostrando que a tradição da fogueira es
tá mais ligada à festa de São João.
UMA HISTÓRIA
Na explicação lendária, quando Nossa Senhora
foi visitar Santa Isabel, que estava prestes a
ser mãe de São João Batista, ficou combinado
um sinal, para quando o menino nascesse: se
ele nascesse de dia, Isabel mandaria içar uma
bandeira branca. Se à noite, uma fogueira avi
saria Maria. Como João nasceu à tarde, Isabel
determinou as duas providências. Essa seria
também a explicação do Mastro de São João,
e das bandeirolas coloridas que enfeitam os
locais das festas.
OUTRA VERSÃO SOBRE AS FOGUEIRAS
Entretanto, pela história, o costume de se
acender fogueiras nesta época do ano veio
para o Brasil com os descobridores, e é um
dos mais antigos do mundo, aparecendo em
lendas de todos os povos. Na Europa era cos
tume se acenderem fogueiras entre os dias
21 e 22 de junho, em homenagem ao Sol. A
Igreja adotou o costume, passando para a fes
ta do santo do dia, São João. Portugueses, ita
lianos e espanhóis trouxeram o costume para
o Novo Mundo, onde já existia algo parecido
nas festas ao Sol, do Peru, por exemplo.
Balões, vindos da China
**Procure não soltar balões . Podem causar-lhe
danos, como queimaduras e outros!
Empregados inicialmente na iluminação festiva,
os balões, de origem chinesa, foram levados
para Veneza, disseminando-se pela Europa e
América. Basicamente, são um invólucro de pa
pel de seda sanfonado, tendo no interior uma
vela. Os mais sofisticados são decorados com
desenhos de dragões e quiosques, templos de
telhados recurvos, ou beldades de olhos repu
xados e pés minúsculos, revelando assim sua
origem chinesa.
As propriedades ascensórias dos balões - com
o ar de seu interior esquentando pela vela, tor
nando o artefato mais leve que o ar em volta -
foram muito estudadas pelo padre santista Bar
tolomeu de Gusmão, seguido pelos irmãos fran
ceses Montgolfier, que fizeram seus modelos
em escala maior, criando os aeróstatos, meio
de transporte muito utilizado até a tragédia do
Zeppelin.
Foram proibidos pelo perigo de incêndio que re
presentam: nas cidades, pela possibilidade de
atingirem combustíveis e materiais inflamáveis;
e no campo por incendiarem florestas e cam
pos. Por esse motivo, continua válida a campa
nha "Balão no Céu, Perigo no Chão".
FOGOS E ROJÕES
Uma lenda explica a tradição de se fa
zer barulho nas festas: São Zacarias, pai
de São João, gostava muito de crianças,
mas Deus não lhe concedia a graça de ser
pai. Já andava desanimado, quando um
anjo lhe apareceu para anunciar a chega
da do Batista. Tão grande foi sua alegria,
que Zacarias emudeceu e assim ficou até
o filho nascer.
No dia do nascimento, foram lhe mostrar
a criança e perguntar como desejava que
o menino se chamasse. Fazendo um gran
de esforço, Zacarias falou: - João! E, des
se momento em diante, recuperou a voz.
Houve, então, demonstrações de alegria
e um barulho enorme, que deu origem às
bombas e aos foguetes nas noites de São
João.
NOMES E ALGUMAS TRADIÇÕES
Embora o número de pessoas chamadas
João e Pedro esteja diminuindo, obser
vando-se relações de candidatos aprova
dos nos exames vestibulares, listas de em
pregados, relações as mais diversas, nota
-se a grande popularidade do nome Anto
nio, sozinho ou em combinação com outros
(José Antonio, Antonio Roberto etc.), só
perdendo geralmente para José.
Antonio é também o nome que dá maior
número de apelidos familiares, os chama
dos hipocorísticos. São incontáveis em
nossas famílias apelidos como Tonho, To
nio, Toninho, Tonico, Nico, Nino, Antoni
nho. Os outros dois santos de junho são
relativamente pobres em hipocorísticos
(João - Janjão, às vezes Juca; Pedro -
Pedroca, Doca), embora seja comum
aparecerem na forma diminutiva Joãozi
nho e Pedrinho.
FESTAS JUNINAS : POR QUE
ESSA DENOMINAÇÃO?
Três santos têm suas festas celebradas
em junho: Santo Antonio, no dia 13, São
João no dia 24 e São Pedro no dia 29. Po
pulares principalmente no interior do País,
constam essas festas de novenas e folgue
dos folclóricos (danças típicas em arraiais,
brincadeiras com fogos, balões etc.) e con
sumo de iguarias da culinária popular brasi
leira.
Santo Antonio é padroeiro da cidade de Cam
po Maior, no Piauí, e de Recife, onde o santo
é mais festejado, com novenário, procissão
e folguedos diversos.
São João é padroeiro do município de São Jo
ão da Barra, no Rio de Janeiro, e de dezenas
de cidades brasileiras, entre as quais Niterói,
sendo festejado da mesma forma que Santo
Antonio.
Já São Pedro tem sua festa no final de junho,
encerrando as comemorações juninas, com
procissões de barcos de pesca enfeitados, no
primeiro domingo após essa data. Uma das
principais procissões é a de Teresina, no Rio
Parnaíba. A cidade de São Pedro da Aldeia,
no Rio de Janeiro, também tem conhecida pro
cissão.
São Pedro é nome popular de certos peixes
em Portugal, havendo também inúmeras
ilhas, cidades, morros e serras com seu no
me. Em Mato Grosso existe uma cidade com
o nome de São Pedro de Cipa. Em Minas Ge
rais, outra, chamada São Pedro da Garça.
Os casos mais curiosos de cidades com o no
me desse santo encontram-se no Espírito
Santo, onde uma delas tem o nome de São
Pedro dos Ratos.
(pesquisa e texto de Carlos Pimentel Mendes)
