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Créditos
TREM BÃO DE CARUARU
Todo começo de tarde de sábado e domingo
de junho, centenas de pessoas esperam pe
los turistas do Trem na estação da RFFSA em
Caruaru. A cada viagem mais de 600 turistas
chegam a Caruaru e a festa fora do Trem,
que começa na estação ferroviária, parte pa
ra o “Pátio de Eventos Luiz Gonzaga”. Enquan
to o Trem do Forró faz a festa para os carua
ruenses, estes recepcionam os turistas que
chegam, comparecendo em massa e propor
cionando animação e calor humano caracte
rísticos da terra. Ao todo chegam em Carua
ru, em junho, dez Trens do Forró, ou seja,
seis mil pessoas apenas por via ferroviária.
O próximo momento da festa, depois da chega
da do Trem, é o forró dançado no Pátio de Even
tos, constituído de uma grande área para
shows e da Vila do Forró, a cidade cenográfi
ca. A área dos shows possui um grande palco
de 800 m2, que possibilita ao público assistir às
atrações musicais de qualquer ponto do Pátio.
Durante todo o tempo em que acontecem os
eventos, um locutor explica, em inglês, francês
e português, os acontecimentosda festa, orien
tando também os turistas.
APRENDA ESSE PASSO DE QUADRILHA; OU VOCÊ JÁ SABIA?
Um passo interessante, mas que já é bem usa
do (pelo menos na minha cidade) é na hora
da grande roda, onde as damas (ou os cava
leiros) se dirigem ao centro e fazem uma pe
quena roda para brincar do pega...
quando o gritador diz "Pega!" as damas (ou
os cavaleiros) tem que correr para pegar os
cavaleiros disponíveis na roda maior. é bem
interessante, melhor ainda quando há dispu
ta pelo cavaleiro em questão!
você pode tbm promover interação com as pes
soas que estão assistindo, ou seja, quem está
dançando tem que "pegar" os que estão de fo
ra.
tem o corte, trancelim, caminho da roça, mon
tanha russa..
iiiiih, são tantos!
Dicas da Sami
FERTIDADE DO HOMEM E DA TERRA
e entre o profano e o sagrado,
o Ciclo Junino,no Brasil,
se tornou uma das manifestações
mais populares e que, ainda hoje,
mesmo nos grandes centros urbanos, traz
as marcas do sincretismo religioso cristão
e dos cultos antigos - de natureza agrária -
que remontam aos romanos
com sua mitologia politeísta.
Antes mesmo do advento do Cristianismo, as
festas juninas já eram bem populares, consi
derando que os romanos, segundo a mitologia,
para homenagear a Deusa Juno, realizavam ri
tuais que exibiam as características de adora
ção do fogo nos cultos à fertilidade da terra e
do homem, em festivais do início do solstício
de verão ( no hemisfério norte), quando se re
gistram os dias mais longos do ano.
SEGUE....
CONTINUE...
Por ser de natureza agrária, outras fontes regis
tram que as festas juninas eram realizadas não
só na Europa, mas também na Ásia e África
com ritos em honra a diversas divindades, tam
bém por ocasião do início do verão no Hemis
fério Norte, época de colheitas de cereais. Tais
cerimônias usavam o fogo como elemento con
tra a fome e o frio, para afastar feras de grande
porte e os animais fantásticos que traziam influ
ências maléficas para as comunidades e, enfim,
o fogo era, para os povos antigos, o símbolo do
Sol, deus purificador e fecundador, além de re
presentar a chama da vida e da alma.
NÃO PARE DE DANÇAR !
SÃO PEDRO, O DIA DELE ESTÁ CHEGANDO!
Este pescador tornou-se apóstolo e acom
panhou todos os atos da vida de Jesus. O
trabalho exercido antes de seguir o mes
sias fez com que fosse considerado o san
to dos pescadores. Ele é "O porteiro do
céu".
A tradição popular interpreta uma passa
gem bíblica, em que Jesus Cristo diz: "Eu
te darei a chave do reino dos céus. A quem
abrires será aberta. A quem fechares será
fechada".
Assim como Santo Antônio, o dia em sua ho
menagem é o mesmo de sua morte, que
aconteceu em Roma, em 64 d.C. Acredita-se
que tenha sido viúvo, um dos motivos para
a devoção das viúvas ao santo. Também é
costume acender fogueiras e realizar procis
sões em sua homenagem no dia 29 de junho ,
além dos ritmos e muitas danças típicas
das festas juninas em geral .
A DANÇA NÃO PODE PARAR !
CANTAR , DANÇAR....DE ONDE
VÊM ESSAS MÚSICAS JUNINAS?
Sua origem remonta às escolas jesuíticas para
índios, que a introduziram no Brasil ainda no sé
culo XVI, tendo a mesma espalhado-se para to
do o Brasil. Já em 1603 Frei Vicente de Salva
dor registrava em sua obra "História do Brasil"
que os índios eram "muito amigos das novida
des, como do dia de São João Batista por cau
sa das fogueiras e capelas". Das diversas fes
tas populares, foi a primeira a criar um repertó
rio musical próprio. Já em 1837, o padre Lopes
Gama registrou em seu jornalzinho "O capuzei
ro" cantigas juninas como "Acordai, acordai/Acor
dai João/Ela está dormindo./Não acorda não".
CONTINUE LENDO...
SIGA....
Com a crescente urbanização do país, desenvol
vida nas primeiras décadas do século, as festas
juninas ou joaninas adquiriram um caráter de evo
cação de um passado rural, quando, ao redor de
fogueiras buscava-se rememorar o modo de vida
caipira através de caracterizações no vestuário,
linguajar e comida, além da música, através de
uma dança coletiva, a quadrilha. A partir de 1930,
os primeiros compositores e cantores de música
popular vão lançar mão desse filão, através da es
tilização de um determinado tipo de música, conhe
cida como música de São João, assim como se
dava em época de carnaval com os sambas e as
marchinhas. Uma das primeiras dessas composi
ções foi a marchinha "Cai cai balão", do composi
tor Assis Valente, gravada em 1933 por Francisco
Alves e Aurora Miranda na Odeon. No mesmo ano,
SIGA....
o Bando dos Tangarás gravou as cenas regionais
"Festa de São João I e II", de João de Barro, tam
bém na Odeon e Carmen Miranda e Mário Reis gra
varam na Victor a marcha "Chegou a hora da foguei
ra", de Lamartine Babo. Durante os anos 30 deze
nas de músicas destinadas às festas juninas seriam
lançadas por grandes compositores como Lamarti
ne Babo, Braguinha, Ari Barroso e muitos outros, num
processo que continuou até os anos 50, quando as
transformações no mercado musical acabaram por
relegar esse tipo de música a uma posição secundá
ria. Em 1939 Dalva de Oliveira gravou na Colúmbia
a marcha "Noite de junho", de João de Barro e Alber
to Ribeiro. Outro artista que compôs e gravou diver
sas músicas voltadas para as festas juninas foi Luiz
Gonzaga, que, entre outras, gravou "Olha pro céu",
parceria com José Fernandes, "Meu Araripe",
com João Silva, e "Noites brasileiras" com Zé Dantas.
A maioria dança quadrilha; a elite
gosta mesmo é da dança palaciana.
Entenda essa dança!
DANÇA PALACIANA
Enquanto dança palaciana, de elite, a
Quadrilha tinha cinco partes com mar
cação em francês. Lula Gonzaga nos
passa as informações mais importantes:
1ª parte: La chaine continue des dames
(a corrente contínua de damas).
2ª parte: La nouvelle Traine (a nova cor
rente).
4ª parte:
Essas partes eram no andamento Alegro e Ale
gretto e finalmente, a 5ª parte: Boulangère (pa
deira) ou Casescroise (quebrado-cruzado). A
quadrilha terminava por "En avant" geral ou
"Galope", mais tarde modificado como polca,
mazurca ou valsa.
SIGA A LEITURA ......
CONTINUE....
Conforme Roberto Benjamin, "a quadrilha, ho
je associada ao casamento matuto vai se trans
formando em um folguedo de natureza comple
xa. O casamento matuto é a representação on
de os jovens debocham com muita liberdade e
malícia da instituição do casamento, da severi
dade dos pais, do sexo pré-nupcial e suas con
sequências, do machismo, etc. Tal representa
ção crítica acaba por reforçar os papéis sociais
e os valores da moral tradicional.
Um aspecto deve ser evidenciado - os feste
jos juninos são a festa da adolescência, e da
juventude, talvez ainda como uma reminis
cência dos ritos de fertilidade".
O enredo é simples: a noiva quase sempre
está grávida; os pais da noiva obrigam o noi
vo a casar; este se recusa; é necessária a int
ervenção da polícia; depois o casamento se
realiza com o padre fazendo a parte religio
sa e o juiz fazendo o casamento civil, sob as
garantias do delegado e seus soldados. A
quadrilha é o baile de comemoração do casa
mento. O enredo é desenvolvido em liguagem
alegórica, satirizando a situação, às vezes,
em palavreado chulo.
TRADIÇÕES MARANHENSES

Junho é época de variedades no Maranhão.
De muita coisa pra ver e muito ritmo dife
rente pra ouvir e dançar. Além do Tam
bor de crioula e Bumba-meu-boi, não fal
tam as Quadrilhas, com seus impagáveis
casamentos na roça, e muitas outras mani
festações populares com ritmos e danças
no mínimo curiosas.
Uma que tem mexido com a cabeça e o
corpo de quem assiste é o Cacuriá, com
suas músicas e danças cheias de malícia.
É executado em círculo, e se utiliza da
percussão das caixas do Divino Espírito
Santo, de onde vem sua origem. Atual
mente há vários grupos de Cacuriá no
Maranhão, sendo que em São Luís ga
nhou destaque o Cacuriá da Dona Teté,
que durante os festejos juninos se apre
senta nos quatro cantos da cidade.
Tem também a Dança do Coco, bas
tante popular no Nordeste. Trata-se de
uma Dança de roda cantada, com acom
panhamentos rítmicos à base de palmas
e instrumentos como viola e violão. E
o Lelê, dança provavelmente de origem
européia, também chamado Péla-Porco.
O BOI - Figura central da brincadeira do
Bumba-meu-boi. Seu nome é Mimoso, e
é manipulado por um homem (miolo do
boi), que fica no interior do animal.
Chama a atenção o couro do boizinho, ge
ralmente preto e delicadamente decorado
om miçangas.
PAI FRANCISCO (OU CHICO) - Esposo
de Catirina. Mata e corta a língua do boi
Mimoso para satisfazer os desejos da
mulher grávida.
MÃE CATIRINA - Mulher de Pai Francis
co. É representada por um homem vesti
do de mulher. Induz Chico a matar o boi
Mimoso.
AMO - Dono do boi e patrão (ou Amo),
e Pai Francisco. É quem dirige toda a en
cenação, tendo sempre em seu poder um
maracá e um apito.
CAZUMBÁ - Personagem misterioso que
representa um ele entre os espíritos dos
homens e dos animais que permanecem
na terra com os vivos. Sua principal marca
são as máscaras bastante extravagantes.
BURRINHA - Segundo animal mais impor
tante da brincadeira depois do boi Mimoso.
O corpo é normalmente feito de cipó e o
"couro" de chita.
OUTRA DANÇA : FANDANGO
Fandango
Dançado em várias regiões do país em festivi
dades católicas como o Natal e as festas juni
nas, o fandango tem sentidos diferentes de
acordo com a localidade. No Sul (Paraná, San
ta Catarina, Rio Grande do Sul e até em São
Paulo) o fandango é um baile com várias
danças regionais: anu, candeeiro, carangue
jo, chimarrita, chula, marrafa, pericó, quero-
quero, cana-verde, marinheiro, polca etc. A co
reografia não é improvisada e segue a tradição.